E essa tal de “Cultura da Convergência”?

A Cultura da Convergência é uma teoria criada pelo Henry Jenkins, designa uma tendência que os meios de comunicação estão aderindo para poder se adaptar a internet, consiste em usar este suporte como canal para distribuição de seu produto. E nos últimos, uma grande mudança na comunicação social tem promovido avanços, na qual a informação se prolifera por diferentes canais e sistemas, de acordo com o interesse dos interatores.

E com a digitalização da cultura, através de uma revolução tecnológica, promove a globalização cuja barreiras das distancias são “quebradas“ cada vez mais rápidas, promovendo um avanço para a integração mundial. A interligação do mundo é feita principalmente através das Redes Sociais (Facebook, Twitter, Myspace, Orkut, etc), sites como o Youtube, que permite que seus usuários carreguem e compartilhem vídeos, e entre outros. Essa digitalização tende transformar os regimes de recepção, criação e distribuição da cultura e seus produtos.

Henry Jenkins explica o conceito de transmídia e de crossmedia, que chama então como a “era da convergência midiática”. Transmídia é o fenômeno do transporte da informação para as múltiplas plataformas de comunicação. Crossmedia (também conhecida como Cross media ou Cross-media) é a distribuição de serviços, produtos e experiências por meio dessas diversas mídias e plataformas de comunicação existentes no mundo digital e offline.

“A narrativa transmidiática refere-se a um novo modelo que surgiu em resposta à convergência de mídias, captando as exigências dos consumidores e dependendo da participação ativa das comunidades de conhecimento. A narrativa transmidiática é a arte da criação de um universo”.

O autor aproxima a ideia de convergência de mídias à de inteligência coletiva, explicada como uma fonte alternativa de poder midiático. Como exemplo de inteligência coletiva, utilizada em diversas mídias, cita Matrix, Survivor, American Idol, The Beast Microsoft, 2001 (ARG do filme Inteligência Artificial).

No último capítulo Henry Jenkins conclui: “Bem-vindo à cultura da convergência, onde velhas e novas mídias colidem, onde a mídia corporativa e a mídia alternativa se cruzam, onde o poder do produtor e o poder do consumidor interagem de maneiras imprevisíveis”.

Um exemplo dessa cultura de convergência é a novela “Cheias de Charme”

A novela “Cheias de Charme” produzida e exibida pela Rede Globo entre 16 de abril a 28 de setembro de 2012, é um marco da transmídia no Brasil. A novela ousou ao lançar o clipe das Empreguetes na rede bem antes de ir ao ar na Globo. Prova do sucesso da estratégia são os mais de 5 milhões de acessos

apenas no site oficial do folhetim. A música virou hit, e ao se espalhar pelas redes sociais, se tornou mais um viral da internet.

Para atender a demanda desta realidade, a novela apelou para o uso desta narrativa transmidiática, e sua forma de contar uma história com o uso combinado das diferentes plataformas tecnológicas, sob uma perspectiva distinta, primando pela participação ativa da audiência, na produção dos conteúdos. A trama está trouxe um novo público formado, principalmente, pelas classes C e D, que participaram ativamente da propagação do sucesso da novela, que possui a maior audiência do horário, em 5 anos.

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Em um dos capítulos, cuja foi exibido a prisão das protagonistas, e que foi seguido pelo protesto que mobilizou os fãs na tentativa de libertar as “Empreguetes”. É aqui que devemos destacar um componente fundamental da narrativa transmídia. Henry Jenkins chama de “Worldbuilding” a capacidade de criar um universo ficcional ao redor da obra. A campanha “Empreguetes Livres” foi lançada pelos personagens e aderida pelo público real. Em pouco tempo, foram divulgados banners, através de uma fan page, no facebook em prol da libertação das domésticas, a tag #EmpreguetesLivres ficou entre os Trend Topics brasileiros no twitter. Mesmo sabendo que se trata de ficção, o telespectador entrou na brincadeira e aderiu ao movimento.1Untitled 2Untitled

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Sonic the Hedgehog

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Um porco espinho azul, com calçado vermelho, correndo na velocidade do som, resgatando animais de florestas contra as maquinas comandadas pelo malefico Dr. Robotnic (Eggman).

Assim é a premissa de um classico da SEGA, um marco importante do videogame e um icone da cultura popular. No jogo, se controla o nosso colega Sonic, em um estilo de game Plataforma, correndo do lado esquerdo para o direito, onde se tem para manipular seu personagem, setas direcionais e um botam de pulo. O ambiente que o Sonic ambiente varia com o mundo, onde ele ataca robos, coleta argolas doradas e rapidamente escolhe percursos para continuar sua viajem, pulando em molas, correndo em loopes pelas montanhas e salvando seu progresso a cada meia fase, pois com a velocidade que se lida com o Sonic, obstaculos se tornam verdadeiros obstaculos.

Feign

Jogando Feign:

Feign é um puzzle que brinca com a perspectiva. Conforme o interator se movimenta dentro do ambiente, este se desconstrói e  constrói de forma “fisicamente impossível”, causando desorientação e estranhamento. O fato de o ambiente ser inteiro feito em duas cores e sem definição de arestas também contribui para desnortear o jogador.

O objetivo do jogo é achar 9 corpos laranjas espalhados pelos ambientes como estátuas em poses melancólicas que, aliados à música, criam uma atmosfera sombria.

O jogo estimula o interator a explorar e frustra-o ao confundir os caminhos – por muitas vezes o jogador se vê sem saber de onde veio e para onde está indo.

Medo.